17 resultados encontrados com uma busca vazia
- Concreto Sustentável
Nos últimos anos, a crescente preocupação com a sustentabilidade e a preservação ambiental tem impulsionado a busca por práticas mais sustentáveis em diversos setores. Um dos maiores desafios enfrentados pela construção civil é a mitigação dos impactos ambientais associados ao uso de materiais de construção. Entre esses materiais, o concreto destaca-se como um dos mais utilizados mundialmente, devido à sua durabilidade, resistência e versatilidade. No entanto, a produção e o uso intensivo do concreto trazem consigo uma significativa pegada ecológica, que inclui emissões de dióxido de carbono (CO₂), consumo de energia e recursos naturais, além de questões relacionadas ao uso da água e geração de resíduos. A indústria do cimento, essencial para a fabricação do concreto, é uma das principais responsáveis pelas emissões globais de CO₂, contribuindo com aproximadamente 8% do total. Este impacto é resultado do processo de calcinação do calcário, que libera grandes quantidades de CO₂, além do consumo intensivo de energia derivada da queima de combustíveis fósseis. Ademais, a extração de agregados, como areia e brita, necessária para a produção do concreto, causa degradação ambiental significativa, afetando ecossistemas e recursos hídricos. Diante desse cenário, torna-se imperativo analisar e compreender a pegada ecológica do concreto, bem como explorar alternativas e soluções que possam minimizar seu impacto ambiental. Este artigo tem como objetivo examinar os principais aspectos que compõem a pegada ecológica do concreto, destacando as emissões de CO₂, o consumo de energia e recursos naturais, e o uso de água. Além disso, serão discutidas estratégias inovadoras e práticas sustentáveis que visam reduzir os impactos ambientais associados ao concreto, contribuindo para uma construção civil mais sustentável e consciente. Histórico da Produção de Cimento e Concreto A produção de cimento e concreto tem uma longa história que remonta ao Império Romano, onde a pozolana (uma forma de cinza vulcânica) foi misturada com cal para criar um material de construção durável. No entanto, a produção moderna de cimento Portland, a forma mais comum de cimento usado hoje, começou no início do século XIX. O processo envolve a calcinação de calcário (CaCO₃) para produzir cal (CaO) e dióxido de carbono (CO₂), seguido pela mistura com argila e outros materiais, e aquecimento a altas temperaturas para formar clínquer, que é então moído em um pó fino. Impactos Ambientais Associados ao Concreto A produção de cimento é intensiva em energia e contribui significativamente para as emissões globais de CO₂, representando cerca de 8% das emissões globais totais. Além das emissões diretas do processo de calcinação, a queima de combustíveis fósseis para fornecer a energia necessária para o aquecimento contribui ainda mais para as emissões. A extração de agregados, como areia e brita, também tem um impacto ambiental significativo, incluindo a destruição de habitats, erosão do solo e poluição da água. Finalmente o que é concreto sustentável? Concreto sustentável refere-se a métodos e materiais usados na produção de concreto que visam reduzir seu impacto ambiental e melhorar sua sustentabilidade ao longo de todo o ciclo de vida. A sustentabilidade no concreto abrange vários aspectos, desde a redução das emissões de carbono e o uso eficiente dos recursos até a promoção da durabilidade e reciclabilidade do material. Aqui estão os principais conceitos e práticas associados ao concreto sustentável. Redução das Emissões de Carbono Cimento de Baixo Carbono: Utilização de tipos de cimento com menor pegada de carbono, como o cimento Portland com aditivos ou cimentos de baixo carbono como o cimento geopólimer. Substituição de Cimento: Substituição parcial do cimento com materiais de substituição, como cinzas volantes, escória de alto-forno, ou pozolana, que têm uma pegada de carbono menor. Uso de Materiais Reciclados e Alternativos Agregados Reciclados: Uso de agregados reciclados provenientes de resíduos de construção e demolição, reduzindo a necessidade de novos materiais e diminuindo o volume de resíduos em aterros. Materiais Alternativos: Incorporação de materiais alternativos e sustentáveis, como cascas de coco, bagaço de cana-de-açúcar, ou fibras de bambu, para substituir ou complementar os materiais tradicionais. Eficiência Energética e Redução de Recursos Processos de Produção Eficientes: Adoção de tecnologias e práticas que reduzem o consumo de energia durante a produção de concreto. Redução de Água: Implementação de práticas que minimizam o uso de água na mistura e cura do concreto. Durabilidade e Vida Útil Aumento da Durabilidade: Desenvolvimento de concretos que têm uma vida útil mais longa e maior resistência ao desgaste, reduzindo a necessidade de manutenção e substituição. Design para Desmontagem: Projetos que facilitam a desmontagem e reciclagem dos elementos de concreto ao final de sua vida útil. Os projetos de construção têm um impacto significativo no meio ambiente. Não é à toa que sempre surgem novos estudos e testes de materiais alternativos para o setor. Exemplo disso, é a iniciativa da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, que investigará como nano plaquetas extraídas de fibras de raízes podem tornar as misturas de concreto mais robustas e mais amigáveis ao meio ambiente. Chamado de “B-SMART”, o projeto será financiado pela União Europeia. Até agora, os testes iniciais mostraram que a adição de nanopartículas da beterraba ou cenoura aumenta muito as propriedades mecânicas do concreto. De acordo com o pesquisador-chefe, o professor Mohamed Saafi, da Universidade de Lancaster, o novo composto obtido não só é superior ao tradicional “em termos de propriedades mecânicas e de microestrutura, mas também usa quantidades menores de cimento”. Ou seja, o produto pode ajudar a reduzir substancialmente “tanto o consumo de energia quanto as emissões de CO2 associadas à fabricação de cimento”, afirma. Uso de Resíduos Vegetais no Concreto Casca de Beterraba A casca de beterraba, um subproduto da indústria açucareira, tem sido investigada como um aditivo potencial para o concreto. Estudos indicam que a casca de beterraba pode melhorar a trabalhabilidade do concreto e reduzir a densidade, ao mesmo tempo em que proporciona uma destinação útil para um resíduo agrícola abundante. Pesquisas na Europa, especialmente na Alemanha e na França, mostraram que a casca de beterraba moída pode substituir parcialmente os agregados tradicionais sem comprometer significativamente a resistência do concreto. Casca de Cenoura A casca de cenoura é outro resíduo agrícola com potencial para uso no concreto. Estudos preliminares realizados nos Estados Unidos e na China sugerem que a casca de cenoura, quando tratada e incorporada ao concreto, pode melhorar a resistência à tração e a flexibilidade do material. A inclusão de fibras de cenoura também pode ajudar a reduzir a quantidade de cimento necessário, diminuindo assim as emissões de CO₂ associadas. Casca de Coco A fibra de coco é um material natural com propriedades interessantes para a construção. Estudos têm mostrado que a adição de fibra de coco ao concreto pode melhorar a ductilidade e reduzir a permeabilidade. Além disso, a fibra pode ajudar a reduzir a densidade do concreto, tornando-o mais leve. Compósitos de Concreto: A fibra de coco é incorporada em compósitos de concreto para melhorar a resistência à tração e a durabilidade. Materiais de Construção: Além do concreto, a casca de coco é usada em outras aplicações, como substratos para cultivo e painéis isolantes. Índia e Filipinas: Onde a casca de coco é amplamente disponível e tem sido explorada para a fabricação de produtos de construção sustentáveis. Casca de Amêndoas Resíduo Agroindustrial: A casca de amêndoas é rica em fibras e pode ser usada como aditivo no concreto. A sua utilização pode contribuir para a sustentabilidade ao reciclar resíduos agroindustriais. Aditivos e Compósitos: Estudos estão avaliando a viabilidade da casca de amêndoas para melhorar as propriedades mecânicas e térmicas dos compósitos de concreto. Regiões Produtoras de Amêndoas: Em países como Espanha e EUA, onde a casca de amêndoas é um subproduto significativo da produção de amêndoas. Bambu Fibra de Bambu: O bambu é conhecido por sua alta resistência e crescimento rápido. Suas fibras podem ser usadas para reforçar o concreto, proporcionando uma alternativa sustentável ao aço. Estruturas Reforçadas: O bambu é utilizado em projetos de construção como uma alternativa ao aço, em particular em áreas onde o bambu é abundante e economicamente acessível. Compósitos: O bambu também é integrado em compósitos de concreto para melhorar a resistência e a flexibilidade. China e Brasil: Onde o bambu é amplamente disponível e utilizado em construção e materiais compostos. Casca de Cana-de-Açúcar Bagaço de Cana-de-Açúcar: O bagaço de cana-de-açúcar, um subproduto da indústria sucroalcooleira, pode ser utilizado como um agregado para substituir parte dos materiais tradicionais no concreto. Também pode ser transformado em biocombustível ou fertilizante. A casca de cana-de-açúcar é explorada como substituto para agregados naturais ou como aditivo para melhorar as propriedades do concreto. Concreto sustentável com areia e álcool Cientistas da Universidade de Tóquio criaram um concreto sustentável que une as partículas de areia por meio de uma reação entre o álcool e um catalisador. A equipe fez experiências com misturas de areia de sílica, etanol, hidróxido de potássio e 2,2-dimetoxipropano. Eles fizeram inúmeras variações diferentes na configuração, mudando os volumes e as proporções dos ingredientes, a temperatura e o tempo. A areia aderiu em diferentes graus, com testes produzindo um material de concreto estável e relativamente forte. No entanto, a equipe até agora só o testou apertando-o entre os dedos – experimentos futuros irão submetê-lo a testes mais vigorosos e procurar maneiras de torná-lo potencialmente mais forte. Reutilização de resíduos : A utilização de areia reciclada ajuda a reduzir a quantidade de resíduos enviados a aterros e a necessidade de extração de areia natural. Melhorias nas propriedades : Adicionar álcool ao concreto pode melhorar sua resistência, durabilidade e outras propriedades mecânicas. Aplicações O concreto sustentável com areia e álcool pode ser usado em diversas aplicações, incluindo: Construção residencial : Casas, apartamentos e pequenos edifícios. Infraestrutura : Pontes, estradas e outras infraestruturas públicas. Projetos ecológicos : Construções que buscam certificações de sustentabilidade, como LEED ou BREEAM. Custos : O custo do concreto sustentável pode ser mais alto inicialmente devido à inovação e ao desenvolvimento de novos materiais e métodos. Disponibilidade : A disponibilidade de materiais reciclados e álcool pode variar dependendo da localização e da infraestrutura de reciclagem existente. Normas e regulamentos : É importante garantir que o concreto sustentável atenda às normas e regulamentos locais de construção. Considerações Adicionais Validação e Certificação Testes de Longo Prazo: Conduzir testes de longo prazo para validar a durabilidade e a performance dos concretos sustentáveis em condições reais de uso. Certificações: Obter certificações de sustentabilidade e qualidade para garantir a aceitação do mercado e a conformidade com as normas. Colaboração e Parcerias Parcerias Acadêmicas: Colaborar com universidades e centros de pesquisa para realizar estudos mais aprofundados e obter suporte técnico. Parcerias Industriais: Trabalhar com empresas do setor de construção e fabricantes de materiais para testar e implementar soluções inovadoras. Monitoramento e Feedback Monitoramento de Desempenho: Implementar um sistema de monitoramento para acompanhar o desempenho das construções realizadas com concretos sustentáveis. Feedback Contínuo: Coletar feedback contínuo de usuários e profissionais da construção para melhorar as práticas e ajustar as formulações de concreto. Considerações Gerais Esses materiais oferecem uma alternativa sustentável aos componentes tradicionais do concreto, ajudando a reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular. No entanto, a adoção generalizada desses materiais ainda enfrenta desafios, como a necessidade de testes extensivos para garantir que eles atendam aos requisitos de desempenho e durabilidade das aplicações de construção. Essas inovações estão ganhando atenção em vários países, principalmente onde os materiais de origem são amplamente disponíveis e as práticas de construção sustentável são uma prioridade. Conclusão A inclusão dessas etapas adicionais pode proporcionar uma abordagem mais completa e detalhada para o desenvolvimento e a implementação de concretos sustentáveis. Considerar aspectos econômicos, educacionais e de longo prazo, bem como validar os resultados e obter certificações, pode ajudar a garantir a eficácia e a aceitação desses materiais no mercado. Estudos e Pesquisa Ainda é necessário mais pesquisa e desenvolvimento para otimizar as formulações e garantir que o concreto sustentável ofereça desempenho comparável ou superior ao concreto tradicional. Cláudia Batista Gestora Ambiental
- Telhado Verde
O que é e como surgiu o telhado verde O termo telhado verde costuma se referir às cobertas com vegetação, mas o seu significado engloba até mesmo cobertas com painéis solares, de forma que o ‘verde’ está associado à sustentabilidade. No entanto, para esse artigo, se refere especificamente ao uso da vegetação nas superfícies de cobertura . Igualmente conhecidos como teto jardim ou terraço jardim , são definidos como um sistema composto por camadas sobrepostas à coberta da edificação, permitindo o plantio sobre a laje , favorecendo a edificação e seu entorno, especialmente em grandes centros urbanos. Como resultado do movimento moderno , seu uso se difundiu com os cinco pontos da nova arquitetura formulados por Le Corbusier (planta livre, fachada livre, janela em fita, pilotis e terraço jardim). No entanto, as primeiras aparições desse elemento arquitetônico são registradas nos Zigurates da mesopotâmia , em 600 a.C., conhecidos como os jardins suspensos da Babilônia. Jardins suspensos da Babilônia Posteriormente, com as inovações dos sistemas impermeabilizantes e materiais , surgiram diversas possibilidades projetuais para aplicação do sistema. Dessa forma, o componente da arquitetura sustentável vem se popularizando cada vez mais, com a sua inclusão em legislações . Um exemplo é a cidade como Recife, com a sanção da Lei Municipal Nº 18.112/2015 . Quais as vantagens de um telhado verde? Assim como os painéis fotovoltaicos , os sistemas de telhado verde são um dos principais elementos da arquitetura sustentável. Por ser considerado uma proposta que favorece o meio ambiente ao reduzir parcialmente o impacto da construção civil , seu uso vem se tornando cada vez mais comum. Promove conforto térmico e acústico Primeiramente, o uso de telhado verde nas coberturas protege as edificações, garantindo o conforto térmico e resfriamento através da evaporação, além do conforto acústico de seus ambientes. Diminui as ilhas de calor Em algumas cidades, a especificação de teto jardim passou a ser obrigatória para novas construções, com o intuito de diminuir as ilhas de calor. Ou seja, por não refletirem os raios solares como acontece em coberturas tradicionais, diminuem a sensação térmica ao redor da edificação. Diferença térmica em áreas arborizadas Produz oxigênio e sequestra gás carbônico A presença da vegetação é algo essencial, mas muitas cidades sofrem com a ausência de espaços arborizados em quantidade suficiente para sua população. Dessa forma, os telhados verdes são uma solução que permite aumentar a área verde, sem interferir no adensamento existente, garantindo a qualidade do ar nos Centros Urbanos. Benefícios do Telhado Verde Isolamento Térmico : Reduz a necessidade de ar condicionado no verão e de aquecimento no inverno. Mantém a temperatura interna da construção mais estável. Isolamento Acústico : Reduz a poluição sonora, proporcionando um ambiente interno mais tranquilo. Melhoria da Qualidade do Ar : As plantas filtram poluentes e partículas de poeira do ar. Aumentam a produção de oxigênio. Gestão de Água Pluvial : Absorvem e retêm a água da chuva, reduzindo o escoamento superficial e o risco de enchentes. Melhoram a qualidade da água que retorna ao sistema de drenagem. Biodiversidade : Criam habitats para aves, insetos e outros animais. Podem ser projetados para apoiar a flora local. Estética e Valor Imobiliário : Melhoram a aparência do edifício. Podem aumentar o valor do imóvel. Desvantagens de usar o telhado verde nos seus projetos O uso de telhados verdes traz inúmeras vantagens para a construção de edifícios, no entanto, é importante considerar também alguns desafios que podem dificultar a adoção dessa técnica sustentável. Dentre as principais dificuldades que podem surgir ao optar por telhados verdes, destacam-se: Custo da mão de obra qualificada Como se trata de uma técnica inovadora e altamente tecnológica, é necessário contar com profissionais capacitados para realizar a instalação e manutenção do telhado verde. Isso pode encarecer o custo da obra e tornar o processo mais demorado. Burocracia com aprovação de projeto Devido à novidade da técnica, pode haver dificuldades para aprovação pelas autoridades locais. Alguns órgãos de fiscalização podem ter dúvidas sobre a técnica e acabar gerando atrasos na aprovação. Adaptação do ciclo de manutenção Embora o ciclo de manutenção dos telhados verdes seja em alguns aspectos mais suave do que o de telhados convencionais, é necessário adaptar-se a uma nova rotina de cuidados. Isso pode causar estranhamento no início, mas é um processo passageiro. Tipos de Telhados Verdes Extensivo: Camada de solo fina (6 a 20 cm). Vegetação de baixa manutenção, como gramíneas e plantas suculentas. Leve e mais econômico. Ideal para telhados com pouca inclinação. Intensivo : Camada de solo mais espessa (mais de 20 cm). Suporta uma maior variedade de plantas, incluindo árvores e arbustos. Requer mais manutenção e estrutura reforçada. Pode ser usado como jardins acessíveis. Estrutura de um Telhado Verde Camada de Vedação Contra Raízes : Protege a impermeabilização contra danos causados pelas raízes das plantas. Camada de Impermeabilização : Evita que a água infiltre e danifique a estrutura do edifício. Camada de Drenagem : Permite o escoamento da água excedente, evitando o encharcamento do solo. Pode ser composta por materiais como argila expandida ou painéis de drenagem. Camada de Filtragem : Impede que partículas de solo entupam o sistema de drenagem. Camada de Substrato : Solo leve e nutritivo onde as plantas crescerão. Deve ser escolhido de acordo com o tipo de vegetação. Vegetação : Escolha de plantas adequadas ao clima local e ao tipo de telhado verde (extensivo ou intensivo). Manutenção Rega : Necessária especialmente durante os períodos secos. Fertilização : Para garantir que as plantas recebam os nutrientes necessários. Controle de Pragas : Monitoramento e controle de insetos e doenças. Poda e Substituição de Plantas : Para manter a estética e a saúde do telhado. Considerações de Planejamento Peso : Avaliar a capacidade de carga da estrutura existente. Inclinação do Telhado : Telhados verdes são mais fáceis de implementar em telhados planos ou com pouca inclinação. Acesso para Manutenção : Garantir que haja um meio seguro de acessar o telhado para manutenção regular. Implementar um telhado verde exige planejamento e investimento inicial, mas os benefícios ambientais, econômicos e de qualidade de vida tornam essa solução cada vez mais popular em áreas urbanas. Considerações Técnicas Adicionais Peso Adicional : Carga Morta : Peso do substrato, vegetação, camadas de drenagem e irrigação. Carga Viva : Pessoas, equipamentos de manutenção e possível acumulação de neve ou água. Reforço Estrutural : Pode ser necessário reforçar a estrutura existente do edifício para suportar o peso adicional. Sistema de Irrigação : Manual : Pode ser suficiente para telhados extensivos com plantas resistentes à seca. Automatizado : Para telhados intensivos ou em regiões com períodos secos prolongados. Captação de Água da Chuva : Sistema que coleta e reutiliza a água da chuva para irrigação. Proteção contra Raízes : Barreiras de Raízes : Membranas específicas para impedir que raízes penetrem a camada de impermeabilização. Plantas Selecionadas : Escolha de plantas com sistemas radiculares menos agressivos. Tipos de Plantas para Telhado Verde Plantas Suculentas : Exemplo: Sedum, Sempervivum. Características: Resistentes à seca, baixa manutenção, ideais para telhados extensivos. Gramíneas e Herbáceas : Exemplo: Festuca, Carex. Características: Toleram diferentes condições climáticas, variam em altura e cor. Plantas Nativas : Vantagens: Melhor adaptação ao clima local, suporte à biodiversidade local. Plantas Comestíveis (para telhados intensivos): Exemplo: Ervas, vegetais de pequeno porte. Considerações: Requerem mais manutenção e irrigação. Desempenho e Durabilidade Vida Útil da Cobertura : Um telhado verde pode prolongar a vida útil da membrana de impermeabilização, protegendo-a contra radiação UV e danos físicos. Eficiência Energética : A escolha das plantas para um telhado verde é crucial para garantir seu sucesso e longevidade. A seleção depende de vários fatores, como o tipo de telhado verde (extensivo ou intensivo), o clima local, a quantidade de luz solar e a disponibilidade de água. Aqui estão alguns tipos de plantas adequadas para telhados verdes: Plantas para Telhados Extensivos Telhados extensivos têm uma camada de solo mais fina e são geralmente de baixa manutenção. As plantas escolhidas para esses telhados são resistentes e podem prosperar em condições mais áridas. Sedum (Seda) : Características: Suculentas, resistentes à seca, de baixo crescimento. Espécies Populares: Sedum acre, Sedum album, Sedum spurium. Sempervivum (Sempre-vivas) : Características: Suculentas, toleram condições extremas, formam rosetas. Espécies Populares: Sempervivum tectorum, Sempervivum arachnoideum. Grama (Fescues) : Características: Baixa manutenção, adaptáveis. Espécies Populares: Festuca ovina, Festuca rubra. Ervas e Plantas Aromáticas : Características: Resistentes, algumas comestíveis. Espécies Populares: Thymus serpyllum (Tomilho rasteiro), Origanum vulgare (Orégano). Plantas para Telhados Intensivos Telhados intensivos têm uma camada de solo mais espessa, permitindo uma maior variedade de plantas, incluindo arbustos e pequenas árvores. Eles requerem mais manutenção e irrigação. Plantas Floríferas : Características: Adicionam cor e biodiversidade. Espécies Populares: Lavandula angustifolia (Lavanda), Rudbeckia hirta (Rudbéquia). Arbustos : Características: Adicionam estrutura e habitat para a fauna. Espécies Populares: Berberis thunbergii (Bérberis), Cornus alba (Cornus branco). Plantas Comestíveis : Características: Podem ser cultivadas para produção de alimentos. Espécies Populares: Fragaria × ananassa (Morango), Allium schoenoprasum (Cebolinha). Gramíneas Ornamentais : Características: Adicionam movimento e textura ao telhado. Espécies Populares: Pennisetum alopecuroides (Capim do Texas), Miscanthus sinensis (Capim-dos-Pampas). Plantas para Diferentes Climas Clima Temperado : Exemplo: Sedum, Sempervivum, Festuca, Thymus. Clima Árido : Exemplo: Sedum, Agave, Aloe, Echeveria. Clima Tropical : Exemplo: Bromélias, Philodendron, Heliconia. Clima Frio : Exemplo: Sempervivum, Sedum, Dianthus. Considerações para Escolha das Plantas Resistência à Seca : Plantas que podem sobreviver com pouca água são ideais, especialmente para telhados extensivos. Manutenção Baixa : Plantas que não requerem muita atenção são preferíveis para minimizar os cuidados. Profundidade do Solo : A profundidade do substrato determinará quais plantas podem ser usadas. Exposição ao Sol : Algumas plantas preferem pleno sol, enquanto outras se dão melhor em sombra parcial. Resistência ao Vento : Plantas que podem suportar ventos fortes são importantes em áreas expostas. Considerações Finais A implementação de telhados verdes apresenta uma solução viável e sustentável para diversos desafios ambientais enfrentados nas áreas urbanas. Ao incorporar vegetação nos telhados, conseguimos não apenas melhorar a eficiência energética dos edifícios, mas também contribuir significativamente para a mitigação das ilhas de calor urbanas, a melhoria da qualidade do ar e a gestão eficiente das águas pluviais. Os telhados verdes promovem a biodiversidade, criando habitats para aves, insetos e outras espécies, além de proporcionar espaços verdes que podem ser utilizados para lazer e cultivo. Este tipo de infraestrutura verde tem o potencial de transformar ambientes urbanos, tornando-os mais resilientes e habitáveis. Os benefícios econômicos também são notáveis. A redução nos custos de energia e a maior durabilidade das coberturas dos edifícios são vantagens que, a longo prazo, justificam o investimento inicial mais elevado. Além disso, a valorização imobiliária e os possíveis incentivos fiscais reforçam a viabilidade financeira dos telhados verdes. Entretanto, para garantir o sucesso e a sustentabilidade dos telhados verdes, é essencial um planejamento cuidadoso e a escolha adequada das plantas, levando em consideração fatores como o clima local, a exposição solar e a capacidade de carga do edifício. A manutenção regular e o monitoramento das condições do telhado são fundamentais para assegurar que ele continue a proporcionar todos os benefícios esperados. Por fim, telhados verdes representam uma oportunidade única para promover a conscientização ambiental e a educação sobre práticas sustentáveis. Eles simbolizam uma harmonização entre desenvolvimento urbano e conservação ambiental, mostrando que é possível construir cidades mais sustentáveis e saudáveis para as futuras gerações. Conclusão Em conclusão, a adoção de telhados verdes é um passo importante rumo à sustentabilidade urbana. Como gestora ambiental, acredito que devemos continuar a promover e implementar essas soluções inovadoras, contribuindo para um futuro mais verde e sustentável. Cláudia Batista Gestora Ambiental
- Uma Escolha Consciente!
Na Villa Raffina, acreditamos que sustentabilidade é mais do que uma palavra da moda; é uma filosofia de vida que guiamos com paixão e comprometimento. Nossa missão é trabalhar com produtos que respeitem a natureza, minimizando nosso impacto ambiental a cada etapa do processo. Embora tenhamos uma linha diversificada de cuidados pessoais que abrange diversos gostos e preferências, estamos comprometidos em oferecer opções sustentáveis sempre que possível. Desde a seleção cuidadosa de matérias-primas até o design de embalagem recicláveis, cada decisão é pensada para contribuir para um mundo mais verde. Ao escolher nossos produtos você não apenas desfruta de qualidade e estilo, mais também se torna parte de um movimento global por um planeta mais saudável. Junte-se a nós nessa jornada rumo a um futuro mais sustentável, enquanto cuida de si mesmo com nossa linha de cuidados pessoais! #Sustentabilidade #VillaRaffina #CuideDoPlaneta💚 Cláudia Batista Gestora Ambiental
- "Construção Sustentável"
Quando você escuta falar em construção sustentável, o que vem à mente? Para alguns, parece se tratar de uma solução distante; para outros, é apenas um conceito da moda, pouco prático no dia a dia da maioria das pessoas. De forma simples, construção sustentável é aquela que leva em conta como a obra e o edifício a ser erguido vão afetar o meio ambiente antes, durante e depois da construção. Ou seja, é construir de forma a poluir menos (ou não poluir nada) e que cause o menor impacto possível na natureza ao longo da vida útil do imóvel. Estamos falando de eficiência energética, conforto maior, economia de recursos, durabilidade do edifício e uma série de outros benefícios. Mas a verdade é: a construção sustentável está muito mais perto de nós do que alguns imaginam. Já é possível construir até casas populares com práticas e materiais sustentáveis. Mas, isso só vai acontecer em escala, se as construtoras e incorporadoras entenderem de verdade o conceito e o valor disso. É por isso que eu vou te mostrar neste artigo alguns princípios de sustentabilidade na construção civil, certificações que você precisa conhecer. O que torna uma construção sustentável? Entenda os critérios Você sabia que a construção é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e causa impacto ambiental? Quem diz isso é o próprio Conselho Internacional de Construção. É por isso que a sustentabilidade tem se tornado uma preocupação cada vez maior em construções de todos os tipos. Mas você talvez se pergunte: O que torna uma construção sustentável, afinal de contas? De forma geral, podemos citar alguns critérios que são importantes: Arquitetura inteligente A arquitetura sustentável leva em conta fatores como a relação da edificação com o entorno, principalmente se a construção for feita ao redor de áreas ambientais. Além disso, é preciso dar atenção a possíveis mudanças futuras de uso dos ambientes. Ou seja, dar flexibilidade aos locais e evitar futuras demolições. Eficiência energética O consumo de energia desempenha um papel importante nos custos financeiros e, principalmente, ambientais, de uma construção. Prezar pela eficiência energética significa garantir que a energia para manter o local seja de fontes limpas e com baixo impacto sobre o meio ambiente. Isso inclui painéis fotovoltaicos, aquecedores solares e soluções similares. Gestão da água A água é outro ponto de importância crítica para que uma obra seja realmente sustentável. A gestão desse recurso vital deve ser observada desde a construção, e também depois, para a manutenção do prédio. Muitas soluções construtivas consideradas secas têm ganhado espaço no mercado, sem contar os sistemas de racionamento e reaproveitamento de água da chuva. Uso de materiais Os materiais usados numa obra fazem total diferença em como será o seu impacto ambiental pelas próximas décadas ou até centenas de anos. O mercado já se movimenta de forma cada vez mais ativa para apresentar soluções mais eficazes, rápidas e sustentáveis. Um exemplo disso é o um substituto mais ecológico para a construção de alvenaria. Controle de resíduos A gestão de resíduos também desempenha um papel-chave na construção sustentável, até porque os restos de materiais usados nas obras causam grande impacto ao meio ambiente. Por conta disso que surgiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que conta com diretrizes claras quanto ao manuseio desse tipo de material para diminuir seus prejuízos. Quando começou a preocupação da sustentabilidade na construção? Em 1997, na Finlândia, ocorreu a primeira convenção internacional sobre construções sustentáveis. Mas em 1992, já havia a certificação sobre prédios sustentáveis, a BREEAM – Método de Avaliação Ambiental do Building Research Establishment (BRE). Atualmente a certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental) é um dos principais selos da construção sustentável. Essas certificações são importantes para incentivar e comprovar a aplicação do conceito de sustentabilidade nas construções. Afinal, é preciso seguir critérios rígidos de preocupação ambiental, social e econômica para ser, de fato, sustentável. Qual a importância da sustentabilidade para a engenharia civil? A construção de um edifício só é possível se houver um espaço pré-existente. Parece uma afirmação óbvia, mas é preciso ressaltá-la para entendermos que ali já havia algo que o ocupava (como matas, florestas, vegetação etc). Refletir sobre isso ajuda a pensar melhor sobre o uso e o impacto que a construção fará. Assim, incentiva a busca por soluções harmônicas com o meio ambiente, protegendo a fauna e a flora que ainda se encontra ou fazendo escolhas para a preservação da natureza como um todo (com a diminuição do uso de água e energia, por exemplo). O equilíbrio entre a construção civil e o meio ambiente é essencial para a preservação dos recursos para as atuais e futuras gerações. Sempre será necessário o desenvolvimento de edifícios, seja para moradia ou para outros usos. Dessa forma, é preciso diminuir os resíduos e os impactos causados. Construção sustentável é mais cara? Geralmente, para se ter uma construção sustentável é preciso investir cerca de 15% a mais, comparado ao que é gasto em um projeto convencional. Porém, há um grande ganho no pós construção: ao fazer escolhas mais sustentáveis no edifício é possível economizar muito a longo prazo! Isso porque pensar no uso dos recursos e aplicar sistemas eficientes e sustentáveis faz com que ocorra uma economia de até 65% nas contas de água e energia. Ou seja, depois de alguns anos o investimento inicial é recuperado e ainda continuará economizando! Como aplicar no projeto: exemplos de construção sustentável! Para fazer um projeto sustentável é preciso elaborar estratégias que levem em consideração as três esferas: ambiental, econômica e social. Por exemplo: reduzir a movimentação de terra e evitar ao máximo o corte de espécies nativas para preservar a flora e fauna local; pensar em estruturas que promovam a acessibilidade; e pensar na integração entre as pessoas que utilizarão o edifício. Como aplicar no projeto: exemplos de construção sustentável! Para fazer um projeto sustentável é preciso elaborar estratégias que levem em consideração as três esferas: ambiental, econômica e social. Por exemplo: reduzir a movimentação de terra e evitar ao máximo o corte de espécies nativas para preservar a flora e fauna local; pensar em estruturas que promovam a acessibilidade; e pensar na integração entre as pessoas que utilizarão o edifício. Outro fator importante é adequar o projeto ao clima local. Assim, pensando em soluções eficientes e inteligentes que diminuam o consumo de energia e água. É possível otimizar sistemas de ventilação, aquecimento e iluminação utilizando os aspectos naturais do ambiente. Assim como é necessário priorizar materiais e recursos de menor impacto ambiental, de preferência aos menos processados, não tóxicos e possíveis de serem recicláveis. Evite indicar no projeto produtos químicos que sejam prejudiciais ao meio ambiente e a saúde humana. Além disso, pesquisar novas tecnologias e manter-se atento às novidades da construção civil e de outras áreas complementares, é essencial para desenvolver um projeto sustentável com ideias inteligentes, modernas e eficientes. Conhecer as soluções de construção e adaptação ao meio ambiente de outros países e culturas é uma ótima forma de se inspirar! Cláudia Batista Gestora Ambiental
- "Desastre ambiental no Rio Grande do Sul!"
Em maio de 2024,o Rio Grande do Sul sofreu um grande desastre ambiental devido a enchentes severas causadas por chuvas intensas e prolongadas em várias regiões do estado. Esse fenômeno climático causou inundações, deslizamentos de terra e danos significativos a infraestruturas,além de afetar comunidades locais. "Hoje ,07 de maio de 2024, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 90 o número de mortos em razão dos temporais que atigem o estado. O estado registra 131 desaparecidos e 362 feridos. O desastre resultou além perdas humanas,grandes prejuízos econômicos e impactos ambientais. Mais qual foi a causa,de quem é a culpa? Quando ocorre um desastre ambiental igual a esse que está acontecendo no Rio Grande do Sul, é importante entender que pode haver múltiplas causas e que não necessariamente existe uma única pessoa ou entidade culpada. As chuvas intensas que resultaram em enchentes severas são frequentemente causadas por eventos climáticos extremos,que podem estar relacionados às mudanças climáticas globais. As mudanças climáticas por sua vez,podem ser atribuídas a uma série de fatores incluindo a emissão de gases de efeito estufa devido às atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Além disso, questões de infraestrutura e planejamento urbano podem ter contribuído para a gravidade dos danos. Sistemas de drenagem inadequados ou práticas de construção em áreas de risco, se forem negligenciados isso pode agravar o impacto das enchentes. Também é possível que políticas de uso e ocupação do solo inadequadas ou falta de manutenção das estruturas de contenção de águas possam ter contribuído para o desastre. No geral,a responsabilidade pode ser compartilhada entre várias partes,incluindo governos,empresas e cidadãos, todos com um papel a desempenhar na prevenção de desastre futuros. As questões ambientais e as mudanças climáticas é responsabilidade de todos nós, independente do seu partido político,religião ou time de futebol. "Somos milhões de vozes,vamos ecoar um só grito!" Claudia Batista Gestora Ambiental








